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日志


2月14日

Microcrédito é saída para os pequenos empreendedores

Diário do Grande ABC
Bárbara Ladeia Do Diário do Grande ABC

No auge de uma crise de crédito mundial, o microcrédito é alternativa barata para pequenos empresários que pretendem sair da informalidade.

Somente o governo do Estado emprestou, em 2008, R$ 77 milhões a empreendedores, sejam pessoas físicas ou jurídicas, através do programa Banco do Povo Paulista, da Secretaria de Estado do Emprego e Relações de Trabalho.

"O governo busca atingir o chamado autotrabalhador, que são vendedores autônomos e pequenos comerciantes", afirma Antonio Sebastião Mendonça, diretor executivo do Banco do Povo Paulista. Esses empreendedores estão espalhados por todos os setores de comércio e serviços, principalmente entre vendedores autônomos (30%), pequenos comerciantes com estabelecimento próprio (10%), motoristas (9%) e cabeleireiros (7%).

A unidade do Banco do Povo Paulista de São Bernardo aparece em terceiro lugar no ranking do valor total já concedido na forma de microcrédito no Estado. Ao longo dos sete anos e meio de funcionamento do benefício, já foram emprestados cerca de R$ 7 milhões em um número aproximado de 2.300 operações em São Bernardo.

A passagem de uma região exclusivamente industrial para um importante fornecedor de serviços colaborou para a aceleração da procura pelo microcrédito na região. "O crescimento dos outros setores oferece uma oportunidade para quem não trabalhava na metalurgia se desenvolver", explica Mendonça. "O número de empreendedores do município gerou uma parceria muito forte entre o banco e a Prefeitura."

Para Ricardo Tortorella, diretor superintendente do Sebrae-SP, a política é tão satisfatória que a demanda continua maior que a oferta. "As micro e pequenas empresas são o colchão da sociedade, pois geram empregos", explica lembrando que a modalidade de empréstimo é direcionada aos empreendedores informais, a um passo da formalização. "É um passo antes da microempresa."

O desemprego é um dos indicadores do aumento da informalidade e, portanto, da maior busca pelo microcrédito. "Com a economia em crescimento, o emprego tradicional aparece. Então esses empreendedores se formalizam e saem desse perfil de captação."

Conforme divulgado pelo Sebrae, os valores médios dos empréstimos concedidos pelo Banco do Povo ficam entre R$ 3.200 e R$ 7.000.




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2月2日

Incertezas geradas pela crise exigem cuidados no varejo

Claudio Czapski
 
A crise está aí e ainda vai assombrar o varejo por algum tempo. A única certeza é que o cenário é instável e não há como garantir que as vendas vão corresponder ao esperado. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgado em outubro, apontou uma queda de 10%, alcançando o menor nível desde junho de 2006. Como não temos bola de cristal, o que fazer para ganhar ou não ser muito afetado?

A receita é a mesma de sempre: foco no consumidor, procurando entender e antecipar seu comportamento na hora de comprar; e atenção à retaguarda comercial e operacional, eliminando gorduras e trabalhando de forma alinhada com os fornecedores.

Do lado do consumidor já é evidente que a crise gerou mudanças nos critérios de compra estabelecidos: o preço tem peso maior na decisão, e há maior abertura para mudança de marcas e produtos na cesta de compras. Isto sugere oportunidades que demandam a revisão do sortimento (tanto produtos como marcas devem ter suas posições alteradas, eventualmente até dando abertura a itens de menor volume histórico, mas margens interessantes).

Já na retaguarda, a ordem é reduzir os riscos. Do lado dos estoques, é importante tentar manter os inventários mais baixos possíveis, trocando níveis de estoque por níveis de serviço: reposições rápidas e confiáveis dos produtos vendidos. Com isso diminuirá o capital de giro empatado e o risco de sobras ou encalhes. Esta preocupação é especialmente importante com relação aos itens sazonais, que perdem totalmente o interesse para o consumidor após certa data.

Sem gente na loja, nada se vende. A crise exige esforços redobrados em comunicação, dentro e fora do ponto-de-venda, atraindo compradores para dentro da loja e para os produtos ou categorias, de modo a promover a circulação em todos os corredores. É fato conhecido que uma boa exposição dos produtos, complementada por sinalização eficiente e soluções inteligentes de compra, aumenta as vendas. Sabemos que o consumidor vai cuidar do seu bolso com mais atenção.

Além disso, um ponto que não dá para descuidar é a prevenção permanente de perdas, pois é um dreno dos ganhos que vem consumindo os resultados e requer atenção constante. Particularmente no que se refere ao furto de produtos e à deterioração de frutas, que têm maior participação no sortimento e são muito danificadas pela exposição e manipulação, especialmente as mais delicadas, como pêras, uvas e também pêssegos.

É claro que as perdas não se resumem às quebras operacionais: há muito mais coisas que devem ser examinadas, medidas e solucionadas. Assunto da agenda permanente de qualquer varejista, especialmente quando constata que as perdas podem superar em muito a margem – e que quaisquer medidas inteligentes nesta área podem ter enorme impacto sobre o rendimento do negócio.

 

* Claudio Czapski é superintendente da Associação ECR Brasil (www.ecrbrasil.com.br)


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